4 dicas de inteligência emocional na área da saúde que dão resultado

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Quando atuamos na área da saúde, frequentemente nos deparamos com situações que podem, facilmente, fugir do controle, uma vez que lidamos com momentos que envolvem fortes sentimentos, dores físicas e frustrações para os pacientes. Nessa hora, a inteligência emocional na área da saúde tem um papel vital para ajudar a lidar com os anseios e os desconfortos do paciente e até garantir sua fidelização.

Trabalhar a inteligência emocional possibilita gerar um clima mais ameno, receptivo e confiante, dando ao paciente condições de lidar com as adversidades enfrentadas.

Mas o que é inteligência emocional e por que ela é tão importante?

A inteligência emocional

A inteligência emocional tem relação direta com as decisões que tomamos. É entendida como a capacidade mental de raciocinar e fazer escolhas lógicas, com controle sobre fatores emocionais — internos ou externos.

Cada vez mais especialistas têm se convencido de que a classificação do QE (Quociente Emocional) de um indivíduo tem maior relevância para resolver problemas e lidar com questões complexas do que o QI (Quociente de Inteligência).

Segundo Daniel Goleman, escritor do livro “A Inteligência Emocional”, psicólogo e PhD da Universidade de Harvard, o controle sobre as emoções de forma inteligente é uma consequência da inteligência emocional e pode ser definido como:

“…forma diferente e composta de autoconhecimento, controle de impulsos, persistência, automotivação, habilidade social e capacidade de perceber os sentimentos alheios.”

Muitas vezes, podemos tomar uma decisão sendo influenciados por fatores que estão em nosso subconsciente, devido às emoções geradas ou sentidas. Ter controle sobre elas é fundamental para ter um bom relacionamento com pacientes.

E como podemos obter bons resultados a partir da inteligência emocional? Veja quatro dicas que podem lhe auxiliar:

1. Controle e identifique as emoções do paciente

Para fazer bom uso da inteligência emocional, é preciso aprender a reconhecer emoções negativas e positivas em seus pacientes. Lembre-se: sempre há emoções envolvidas em todas as relações e interações.

Analise como um paciente reage quando recebe uma notícia de uma doença grave, quando recebe o tratamento ou quando é atendido ainda na sala de espera. A forma como cada profissional escolhe as palavras e os gestos a se utilizar, em todos esses momentos, ajudará a influenciar o comportamento ou a reação do paciente.

Ao definir o tipo de emoção do paciente, procure valorizá-la e cultivá-la, se for positiva, mas esforce-se em isolá-la e dirimi-la se ela for negativa. Isso implica em saber usar palavras que motivem ou até que mudem a maneira de seu paciente encarar a situação em que ele se encontra.

Mas, para conseguir lidar com as emoções do paciente, é de suma importância que você desenvolva o autocontrole.

Goleman salientou em seu livro:

“Não é possível afastar as emoções das pessoas, o desafio é entendê-las e gerenciá-las em nós mesmos e nos outros.”

Quanto mais alto o valor de QE, maior controle você terá sobre si mesmo, sobre suas emoções e sobre a resposta que dará diante de situações críticas.

Quando se desenvolve um bom autocontrole, é possível expressar os sentimentos na forma e na intensidade adequadas, tratando o paciente com moderação nas palavras e nas ações.

Dessa forma, busque desenvolver bom humor, o que lhe ajudará a encarar angústias ou aflições dos pacientes com mais serenidade — tudo isso sem ser afetado emocionalmente, mantendo o seu equilíbrio.

2. Demonstre empatia

A empatia é uma característica valiosa para as relações humanas, imprescindível ao lidar com todos os tipos de pacientes.

Empatia pode ser definida como a capacidade que temos de nos identificar com outras pessoas, de sentirmos o que elas sentem — ou de tentarmos imaginar esses sentimentos. É como se sentíssemos a dor da outra pessoa no nosso coração.

Essa qualidade permite que você entenda a situação que seu paciente está vivendo, que tenha compaixão por ele e que crie uma conexão emocional entre vocês. Ao desenvolver a empatia, ações mais humanizadas tornam-se naturais, os cuidados com o paciente ficam mais sinceros e suas aflições são diminuídas.

Ser alguém que se esforça por essa qualidade lhe permitirá harmonizar-se com seus pacientes e ajudá-los a lidar com frustrações, perdas ou outras dificuldades de forma mais branda. E isso vale para todos os envolvidos no atendimento do paciente.

3. Cultive a automotivação

Segundo Goleman, a automotivação é outro dos aspectos fundamentais na inteligência emocional pois é, em outras palavras, a capacidade de motivar a si mesmo.

Quando existe inteligência emocional, a motivação vem de uma resistência e um estado de espírito otimista que não está relacionado com dinheiro ou cargos, mas sim com o desejo de fazer melhor e por você e pelos outros.

Essa característica torna o profissional alguém capaz de realizar as tarefas e as ações necessárias para alcançar um objetivo, mesmo quando se depara com situações divergentes ou desfavoráveis.

4. Desenvolva a persuasão

A persuasão é uma competência extremamente útil para ajudar pacientes a lidar com problemas e dificuldades diversas.

Do grego, o termo persuadir tem relação com o ato de fazer mudar de ideia por aplicar a influência da razão. Trata-se de conseguir que o seu paciente mude o foco, a direção ou o rumo de uma decisão que poderia lhe prejudicar.

Quando estamos absortos em um problema, especialmente quando ele envolve dor ou angústia, não conseguimos enxergar claramente uma saída ou uma solução. Por isso, seus pacientes precisam ser auxiliados a enxergar outros horizontes.

Aliando empatia e autocontrole, já mencionados, com a persuasão, é possível transformar a perspectiva do paciente, dando-lhe mais conforto e estabilidade para lidar com uma doença.

Persuadir é uma arte, uma característica que precisa ser exercitada para alcançar o poder de realmente realizar mudanças. Mas seus pacientes certamente precisam que você se esforce em fazer isso.

Trabalhar a inteligência emocional na área da saúde permite construir uma base sólida para o relacionamento com os clientes, tornando suas experiências menos dolorosas ou repressivas.

O fato é que, para lidar com seus pacientes, seja qual for sua função, é preciso estar preparado para os mais diversos tipos de pessoas. Como fazer isso? Confira este outro artigo sobre como lidar com vários tipos de pacientes e esteja preparado para conduzir qualquer situação.

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