Dor e suas consequências

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A dor é uma das experiências mais antigas e mais compartilhadas no mundo. A dor nos mantém vivos, nos ajuda a evitar mais dores e lesões .  Nossa percepção de dor é uma combinação de expectativa anterior mais sensação real. Este sistema é eficiente para nosso cérebro, porque resulta em uma rápida avaliação e reação, mas pode ter suas desvantagens.

A dor de acordo com a IASP ( International Association for the Study of Pain ) é uma Experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos.

A expressão da dor varia não somente de um indivíduo para outro, mas também de acordo com as diferentes culturas na qual ele está inserido.

O surgimento de dor é crescente no mundo e podemos listar uma série de causas :

Estilo de vida;

Maior longevidade;

Modificações do ambiente em que vivemos

Novos conhecimentos sobre os mecanismos de dor

Além de gerar estresses físicos e emocionais para os doentes e para os seus cuidadores, a dor é razão de fardo econômico e social para a sociedade.

A pessoa que possui dor crônica tem crenças que podem influenciar a adesão ao tratamento, piora da incapacidade e tamanho da dor. Essas crenças são noções pré-existentes ​​e culturalmente aprendidas sobre situações, eventos, pessoas e ideias.  A maneira pela qual “entendemos” algo e os significados que atribuímos a ele influenciam nossas emoções e comportamentos em relação a tais situações.

O medo de se movimentar é chamado de “Cinesiofobia” é uma situação em que as pessoas desenvolvem medo porque possuem a crença que o movimento é a causa da dor e da piora da lesão. A resposta a esta crença é evitar o movimento e se concentrar nos comportamentos de imobilidade (repouso) que acabam gerando mais incapacidade.

É importante também lembrarmos que na dor aguda, iremos tender a se movimentar pouco com a idéia de curar a lesão e isso é perfeitamente aceitável e justificável. Porém na dor crônica esse tipo de postura diante da dor não se justifica e acaba levando a novos problemas que podem ser funcionais, emocionais e sociais.

Evidentemente nem todas as pessoas com dor crônica vão desenvolver medo do movimento, portanto se a experiência de dor não for percebida como uma ameaça, ela pode ser enfrentada pelo indivíduo.

Caso o comportamento de evitação do movimento se torne persistente, este indivíduo pode  apresentar diversos problemas musculoesqueléticos como síndrome como a fadiga, ansiedade, hipervigilância, depressão e piora do quadro da dor. Portanto quanto mais medo,mais crenças a pessoa tiver, mais dor ele irá apresentar, independentemente da presença de uma lesão real ou não.

Essa situação está descrita na literatura como “modelo de evitação e medo. Dentro do modelo de evitação e medo devem‐se considerar todos os fatores relacionados, como a intensidade da dor e história prévia ; em conjunto com os comportamentos de hipervigilância/atenção à dor e comportamentos de evitação, isso pode determinar a evolução do transtorno e a resposta ao tratamento

A estratégia utilizada pelo profissional do conceito SIN é usar neste indivíduo estratégias específicas para identificar quais são as crenças e medos apresentadas e trazer para uma realidade que ele possa visualizar sobre o quanto o medo e as crenças mal condicionadas estão prejudicando ele e não somente nos sintomas de dor.

 

Neste ponto interferimos de forma gradual e desconstruir as idéias pre-existentes e expor ele a uma vida mais ativa, com mobilidade e eliminar a relação da crença e dor.

 

As últimas evidência científicas mostram que os fatores sociais e cognitivas são tão ou mais importante que os fatores físicos na transição entre a dor aguda e crônica . Muitos dessas crenças dos pacientes são geradas por informações dadas por profissionais da saúde que insistem em justificar a dor apenas por alterações estruturais, principalmente aquelas que são mostradas em exames de imagem e se torna fundamental que  a pessoa possa voltar a confiar no corpo dele e mudar essa imagem negativa , diminuindo a cinesiofobia e catastrofismo e com isso acontece a mudança do seu comportamento.

Algo muito importante é entender que a mudança de crença gera mudança em comportamento e mudança de comportamento é algo muito mais efetivo do que qualquer técnica de manipulação ou exercício se não houver mudança de comportamento essas técnicas passam a ter um resultado apenas a curto prazo e não a longo prazo.

Embora ainda haja uma série de questões não resolvidas que merecem atenção futura, o medo e evitação relacionados à dor parecem ser uma característica essencial do desenvolvimento de um problema crônico para um número considerável de pessoas com dor musculoesquelética.

Desta forma se faz mais que necessário que ao avaliar um paciente com quadro de dor é fundamental uma visão integrativa, considerando todos os pilares da saúde principalmente o pilar da “inteligência emocional”, onde o profissional pode atuar e realmente gerar mudanças na saúde do paciente de forma global e de forma mais assertiva no comportamento doloroso do paciente e o ajudando a ser agente importante no controle da dor.

Essa é a proposta do Conceito SIn! Trazer o paciente para o centro da atenção! Permitir a troca de experiência de fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, médicos, nutricionistas dentre outros profissionais de saúde, para beneficiar sempre o paciente com um atendimento integrativo. Quer participar do maior e mais completo programa de treinamentos para profissionais da saúde? Clique aqui!
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