Emoções: Como Interpretar no Consultório?

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O quanto você acha que as emoções podem determinar o sucesso ou o insucesso de um tratamento? Quais são os critérios que você utiliza para compreender as questões emocionais dos seus pacientes?

O Conceito SIn tem em seu formato de trabalho a preocupação em capacitar profissionais de saúde a entenderem o ser humano como um todo, com uma proposta bem consolidada e embasada científicamente. Dentro desse contexto, é fundamental entender a repercussão de emoções como ansiedade, depressão, estresse e outros dentro da fisiologia corporal.

Quem é que nunca teve nenhuma experiência negativa na vida? O que irá diferir é a forma como reagimos a estas experiências e também a forma de avaliar a vida.

Uma das medidas comumente adotadas em casos de decepção (experiências negativas) é exatamente o da fuga das relações interpessoais. A pessoa a medida em que desconfia da boa vontade dos parceiros de relacionamento, ela vai se esforçar parar manter a independência comportamental e mesmo a distância emocional dos parceiros.

Como resultado, as pessoas no alto da fuga tendem a ver metas de relacionamento como secundárias para a atingir suas metas. Elas se tornam mais independentes e isoladas.

O que já se sabe entretanto é que o suporte e o convívio social tem sido associados como fatores chaves de resiliência para promover o enfrentamento diante das situações de dificuldade e estresses psico-sociais.

Do ponto de vista fisiológico, relações interpessoais favorecerão a produção de ocitocina que é um importante neurotransmissor para a percepção de saúde e bem estar. Compreende a preocupação?

Enquanto a fuga está associada com maior hostilidade, as emoções negativas relacionadas com sentimentos de inferioridade e a fraqueza, tenderão a gerar comportamentos depressivos e de medo. Pessoas mais depressivas querem sempre ter alguém por perto, sempre estarem ligadas a alguém (mesmo o profissional de saúde). Elas não querem assumir tanto o controle das coisas e podem terceirizar hábitos saudáveis se eximindo assim de qualquer responsabilidade pelo sucesso ou insucesso de um tratamento.

Na depressão, é importante reforçar, as várias emoções negativas vividas são, muitas das vezes, congruentes com o objetivo de ganhar a atenção e apoio de familiares e amigos. Elas precisarão destas emoções negativas para alimentar e exagerar os seus desejos de receberem atenção.

E na ansiedade? A ansiedade está associada com a utilização de estratégias de hiperatividade. Ou seja, os indivíduos com ansiedade são vigilantes relativamente a eventuais ameaças e exageram na gravidade dos problemas para manter o sistema de fixação sempre ativo. É quase como se não desligassem. As repercussões em torno do estresse e mesmo da produção de cortisol tendem a ser mais significativas nestes casos.

O que fica claro até aqui é a necessidade dos profissionais de saúde terem ferramentas capazes de identificar prováveis focos de alterações emocionais pois estes podem determinar a perpetuação de sintomas.

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