O guia definitivo para lidar com vários tipos de pacientes

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Quando se tem um consultório, você está sujeito a todos os tipos de pacientes – e nem sempre é simples lidar com eles. Existem diversas possibilidades de situações e você precisa estar atento a elas, inclusive as que podem ser constrangedoras.

Por isso, é importante estudar bastante sobre o tema, a fim de descobrir quais são os tipos principais de pacientes e, assim, saber como resolver cada situação da melhor forma possível.

Confira a seguir os tipos de pacientes e dicas de como lidar com cada um deles em seu consultório.

Os tipos de pacientes

Antes de definir toda a diversidade de pacientes, é preciso dar uma visão geral sobre esse assunto.

A primeira dica é uma constatação um tanto óbvia: não existem apenas seis ou sete tipos de pacientes, mas, sim, milhares deles. Por isso, a experiência no trabalho, a rotina e os estudos diários sobre esse tema são essenciais para você se manter sempre atualizado.

Quanto mais tipos você conhecer e souber lidar, melhor vai ser o seu atendimento e mais confiança vai ter do público.

O seu paciente pode ser exigente, inseguro, pode achar que sabe de tudo, ou até mesmo ser daqueles questionadores. Mas ele também pode ter essas quatro personalidades juntas, ou apenas duas ou três delas. Cada um age de forma bem específica, então estar atualizado sobre o assunto é questão de primeira necessidade.

O paciente exigente

Você com certeza já atendeu essa pessoa que exige de você tempo, além de todos os serviços e exames possíveis de serem feitos. Ele ainda quer um tratamento diferenciado e resultado imediato para a resolução dos seus problemas.

Todo profissional de saúde sabe que não é simples assim ter o resultado de um exame ou diagnóstico, porque tudo depende de procedimentos e de outros profissionais envolvidos. Assim, você precisa saber explicar isso de maneira educada para o paciente exigente.

E a melhor forma de fazê-lo é provando a ele que você é um especialista naquela área, não deixando nenhum tipo de dúvida quanto a isso.

Utilize linguagem técnica e diga com toda a sua experiência e estudo sobre todos os procedimentos realizados com o paciente. Explique de forma minuciosa e detalhada, não deixe nada para trás. Aja como se estivesse sendo avaliado por uma banca de doutorado.

Faça isso de maneira clara e objetiva, não enrole nem fale frases longas demais. O paciente precisa entender e acreditar que você realmente sabe do que está falando.

Depois de mostrar que está certo, de uma forma educada e clara, ele vai aceitar as suas propostas e vai embora mais confiante e feliz com o seu trabalho.

O que sabe demais

Sempre quando você atende no seu consultório aparece algum paciente que acha que sabe mais da saúde dele do que um profissional da área. Principalmente se ele tiver pesquisado em um buscador na internet, como o Google, o “médico” de boa parte das pessoas nesses tempos tecnológicos.

Para evitar que essa pessoa se torne o profissional e você um mero espectador do que ele descobriu no site de busca, seja firme nas suas decisões, mesmo depois do paciente mostrar tudo que sabe sobre determinada doença, exame, tratamentos, sintomas e outros.

Peça os exames que achar necessários e desmistifique a internet, explicando de forma centrada, séria e com muita confiança o tratamento correto.

A pessoa precisa acreditar mais em você do que na internet, então tenha pulso firme para controlar a situação, mas sem perder a sutileza das palavras e a gentileza no atendimento.

O inseguro

Além dessas pessoas que possuem características mais fortes e determinadas, existem também aquelas que são completamente inseguras. E para elas é preciso pensar em outra forma de atendimento.

Para conversar com esse paciente é preciso ter bastante calma e clareza nas informações. Esqueça as descrições técnicas complicadas, ele precisa entender tudo o que você está falando.

Diga todas as informações com calma, explique quantas vezes for necessário, dê exemplos, mostre todas as formas de tratamentos e tudo mais que for necessário para que essa pessoa confie no seu trabalho e na recuperação dela.

O tipo questionador e contestador

Além de achar que sabe de tudo, existe aquele paciente que começa a questionar e contestar todas as suas decisões, como se o profissional fosse ele e não você. Isso é bastante estressante, mas é preciso manter a calma.

Normalmente, essa pessoa vai chegar ao consultório reclamando e vai sair de lá da mesma forma. Ele contesta tudo, desde o preço, o horário, o atendimento, até mesmo o medicamento passado e o tratamento sugerido.

A dica essencial é ouvir todas as reclamações com muita paciência. Nada de fazer cara feia ou ficar na defensiva. Escute tudo mesmo, anote e depois que a pessoa falar, desconstrua os argumentos dela com seu conhecimento técnico e científico.

Caso a reclamação seja realmente válida, você se desculpa, diz que não vai mais acontecer e toma todas as providências para que esse erro realmente não se repita.

O paciente desobediente

Esse talvez seja o tipo mais comum, principalmente entre os homens que “sabem demais” e não querem dar o braço a torcer.

O mais difícil é que o jeito de se portar desse paciente é diferente dos que apenas acham que sabem demais. Ele age de maneira normal. Aceita tudo o que o profissional fala, diz que vai cumprir as recomendações, fazer o tratamento da maneira correta, mas, na verdade, faz tudo ao contrário.

A situação com esse tipo de paciente é mais complicada. A única forma de resolvê-la é se ele for na próxima consulta acompanhado de algum parente ou amigo próximo. De preferência o cônjuge ou os filhos.

Você vai ter que repetir ao lado desse familiar tudo que passou para o tratamento dele, perguntar ao familiar se o paciente está fazendo tudo certo e exigir também do familiar que tudo seja feito da forma como foi dita ao paciente.

A situação requer que você passe a responsabilidade do paciente para o filho ou o cônjuge. Inclusive, alertando dos riscos que ele corre se não cumprir o tratamento da forma correta.

Se a família realmente tiver interesse na recuperação do paciente, ela vai praticamente obrigá-lo a fazer o tratamento da maneira correta.

Além desses tipos mais tradicionais, você vai encontrar outras possibilidades que misturam várias personalidades em uma só. O ideal é sempre estudar sobre o assunto e atender a todos da melhor maneira possível.

Deixe seu comentário aqui dividindo suas experiências e suas dúvidas sobre os tipos de pacientes existentes por aí.

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