O Que é uma Boa Oclusão?

Tempo de leitura: 3 minutos

O quanto as alterações oclusivas podem desequilibrar o corpo? Será que 0.3mm podem determinar dores pelo corpo?

Uma das principais bandeiras levantadas pelo Conceito SIn é a integração entre os diferentes profissionais de saúde. A fisioterapia e a odontologia nunca estiveram tão próximas como agora. O entendimento da oclusão é fundamental para a fisioterapia neste contexto.

Um dos fatores que determinam uma boa oclusão dentária é a relação de contato entre as superfícies de mastigação dos dentes superiores com os inferiores. Esta é, sem dúvida alguma, uma das variáveis mais importantes no planejamento de tratamentos odontológicos, sejam eles, restauradores, protéticos e ortodônticos.

A oclusão dentária pode ser “patogênica” ou “fisiológica”. Uma oclusão fisiológica é quando há uma harmonia com as funções do sistema mastigatório’.  Uma oclusão patogênica é um” funcionamento oclusal capaz de produzir alterações patológicas do sistema estomatognático, incluindo danos aos dentes.

A relação cúspide-fossa distribui as cargas oclusais. A eficiência mastigatória é desejavelmente maximizada pela quantidade de cúspides na superfícies oclusal. As cúspides aumentam o tamanho da área de contato oclusal das coroas dos dentes posteriores e assim dissipam eficazmente as forças.

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A força gerada em cada cúspide deve ser menor que a força gerada pelos músculos. Por conta disso, quanto maior o número de cúspides melhor será este mecanismo. Com isso, os tecidos periodontais sofrerão menos estresses. Logo, quanto maior a área de contato oclusal (cúspide – sulco), menor serão as forças exercidas sobre os dentes.

A estabilidade oclusal e a soma dos contatos dentários impedirão ainda os movimentos entre os dentes durante o fechamento da boca.

O equilíbrio mandibular é o estado de posicionamento da mandíbula, incluindo os dentes e ATM’s. Para manter a mandíbula nesta posição, o apoio oclusal posterior tem um papel dominante. A atividade muscular se torna diminuída quando não há apoio molar.

Muitos estudos ainda tem demonstrado que o padrão de movimento mastigatorio reflete o padrão individual de orientação oclusal. No mascar, durante o fechamento, as cúspides vestibulares dos dentes superiores fornecer orientação, e durante a abertura, as cúspides linguais do lado da mastigação pode não entrar em contato, ou pode haver um contato ligeiro. Indivíduos com má oclusão tem padrões de mastigação mais irregulares.

A atividade aferente dos componentes periodontais são de extrema importância na função muscular e na posição mandibular. Os contatos oclusais serão importantes na distribuição das cargas e no deslizamento dos dentes durante a mastigação.

Logo, o componente de uma cúspide ou uma fossa tem um papel na gestão de distribuição de carga na oclusão e orientação oclusal.

Fato preponderante na análise complementar da anatomia dentária será o papel que ela representará no equilíbrio estático e dinâmico do corpo. Estudos científicos desenvolvidos pelo Dr. Leonardo Machado, idealizador do Conceito SIn, através de análises eletromiográficas, eletrocinesiográficas e baropodométricas, tem revelado que simples mudanças milimétricas na forma e altura dos dentes representam repercussões importantes para o sistema muscular de todo o corpo.

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