Oclusão Dental e a Oftalmologia: Como Integrar?

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Com uma proposta diferenciada para a Saúde, o Conceito SIN defende a análise do corpo como um todo, cuidar da saúde ao invés de tratar das doenças. Baseando-se numa mesma linguagem inter-profissional e no trabalho conjunto das diversas áreas da saúde, o Conceito SIN vem mudando a forma de pensar e de agir dos profissionais da saúde. É notória a necessidade da integração e cada vez mais estudos comprovam correlações entre os diversos sistemas do corpo humano.

Um bom exemplo é o artigo publicado no The Open Dentistry Journal em 2016. Este trata de uma revisão literária dos principais artigos publicados por diversos autores americanos que levassem em consideração achados clínicos que conectassem a oclusão dental com a visão. Os resultados foram tão expressivos que os autores afirmaram em suas conclusões que, num futuro muito próximo, dentistas e oftalmologistas deverão trabalhar em conjunto para um melhor diagnóstico e proposta terapêutica para o paciente. Mais uma vez, estes estudos corroboram o que o Conceito SIN preconiza há tempos:

O futuro é agora e a necessidade da integração da saúde é urgente.

No artigo os autores começam fazendo uma análise de seus achados e experiências clínicas, notando que algumas características crânio-mandibulares/oclusão dental poderiam estar ligadas a defeitos funcionais e às funções oculares. Demonstraram em um modelo teórico que a rápida expansão maxilar do palato refletia diretamente na anatomia e função do sistema óculo motor. Perceberam que em vários estudos existia relação entre o ligamento temporomandibular e a postura e constataram que algumas dores crânio faciais eram originárias de uma região anatômica diferente, como um gatilho. Salientaram, ainda, que o nervo trigêmeo é o maior e mais complexo dos 12 nervos cranianos e é o nervo motor dos músculos da mastigação que contém fibras proprioceptoras. Munidos dessas informações, fizeram uma revisão literária com o objetivo de analisar artigos em que houvesse correlação entre os sistemas visuais e estomatognáticos afim de que pudessem confirmar as sugestões anatômicas e clínicas por eles encontradas.

Chegaram num total de 13 estudos, que passaram por seus critérios de inclusão e exclusão. Todos continham alguma evidência clínica da correlação odonto(oclusão dental)-oftalmo. Um número de 857 pessoas fez parte destes estudos.

Dos resultados obtidos, o estudo de Monaco et al. mostrou a prevalência de miopia em pacientes classe II, bem como uma maior prevalência de pacientes com astigmatismo e que tinham a mordida cruzada.

Outros estudos conduzidos associaram efeitos anatômicos e clínicos da rápida expansão maxilar como, por exemplo, o estudo de Baldawa et al. que chama a atenção para o fato de que a rápida expansão maxilar deve ser feita com cuidado em adultos, por causa dos efeitos envolvendo estresse nos ossos esfenóide, zigomático, nasal e suas estruturas adjacentes. Já o de Ortu et al. afirma,que uma evidente mudança posicional da cabeça é notada após a rápida expansão palatal.

Em meio a tantos achados, os autores conseguiram realizar o objetivo principal dando, inclusive, sugestões sobre os achados clínicos. Enfatizam, ainda, o que nós do Conceito SIN temos como proposta:

O trabalho de diversos profissionais da saúde em conjunto, utilizando uma linguagem universal para tratar o paciente como um todo.

Concluem que tal ação beneficiaria o paciente tanto no diagnóstico como na conduta clínica a ser utilizada.

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Fonte: The Open Dentistry Journal,2016,10,460-468.

 

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