Pressão Abdominal: Tome Cuidado!

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Imagine se você fosse agora para um restaurante e se fartasse de comer. O que você acha que deveria acontecer com o seu abdome?

Acertou se você disse que ele será distendido. Uma observação bem simples para evitar um aumento na pressão abdominal mas que em sua eventual incapacidade traria inúmeros transtornos para a nossa saúde.

Essa adaptação fisiológica de distensão abdominal pode ser dada, independente da quantidade de alimentos ingerida mas, principalmente, pela qualidade do alimento ingerido. Na prática clínica, muitos pacientes se queixam de quadros de distensão abdominal e que deixam de ser investigados pelos profissionais e quando o são, podem ser, muitas vezes mal compreendidos.

A relação entre a capacidade de distensão física e a acomodação neuromuscular deve ser a grande busca pelos profissionais de saúde para evitar o aumento da pressão abdominal.

O aumento do volume abdominal deve ser dado por uma acomodação de todas as paredes abdominais mas esta adaptação pode variar, dependendo da posição que a pessoa adote. Por exemplo: na posição em pé, o tônus abdominal anterior é maior e o diafragmático é menor do que na posição deitada, que é diametralmente inversa (exceto dos abdominais). É importante compreender que mesmo com esse tônus abdominal, ligeiramente elevado, o abdome vai e deverá ser distendido.

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As adaptações fisiológicas recém citadas são fundamentais para a prática clínica do fisioterapeuta e nutricionista. Para o fisioterapeuta fica a necessidade de permitir que as adaptações fisiológicas, frente ao aumento do volume abdominal, possam realmente de fato ocorrer. Quando isto não se dá, o objetivo terapêutico deverá ser o de relaxar, ao máximo, o ventre através de posturas de relaxamento ou através de técnicas de relaxamento sobre a linha alba, tal como são ensinadas na Formação através do Conceito SIn – Saúde Integrativa.

Dr Leonardo 14

Esta premissa terapêutica é fundamental! Durante muito tempo eu pratiquei e ensinei o relaxamento dos músculos posteriores do tronco mas eles só entravam em contração devido à uma não adaptação anterior. Foi a prática clínica aprofundada e mais criteriosa que me fizeram enxergar que o volume não deveria ser o principal critério a ser discutido e sim a pressão abdominal. A evidência em torno deste tema é simples e pode ser reforçada pelo fato de não encontrarmos, em nosso corpo, nenhum receptor volumétrico mas, ao contrário, encontraremos inúmeros receptores pressóricos.

Na integração com a nutrição e com a medicina devem ser discutidos os fatores responsáveis pela eventual distensão abdominal: aumento dos gases ao nível intestinal? Inflamação hepática? Aumento do volume uterino?

Por mais que a fisioterapia possa permitir a diminuição da pressão abdominal, a parceria com a medicina e nutrição são fundamentais para o restabelecimento da saúde plena. Tudo aquilo preconizado pelo Conceito SIn é a integração plena de todos os profissionais. Algo repetidamente abordado em seus cursos de formação!

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