Você Ainda Continua Fazendo Alongamento?

Tempo de leitura: 2 minutos

O que acontece no alongamento?

Você já prescreveu ou realizou algum exercício de alongamento em seus pacientes? Eu sei que a pergunta pode parecer óbvia mas uma reflexão profunda sobre esses exercícios merecem uma análise muito mais detalhada.

Os músculos estriados mostram uma capacidade impressionante de se adaptar rapidamente a mudanças em suas exigências fisiológicas! Isso tudo através dos estímulos estáticos e dinâmicos! Diversas estruturas, dentre elas, as suas unidades de construção funcionais, os sarcômeros vão se adaptar a esses estímulos.

Os sarcômeros são caracterizados através de um acordo paralelo de filamentos grossos de miosina que deslizam ao longo de filamentos finos de actina. A sobreposição adequada de actina e miosina é fundamental para a contração muscular ativa. Produzirão assim a máxima força em um comprimento ideal.

Quando esticada além do limite fisiológico, músculos esqueléticos respondem através da sarcogênese. A sarcogênese é a criação e deposição em série de novas unidades de sarcômero, para retornar gradualmente ao seu regime de funcionamento ideal.

Pela primeira vez, um estudo colocou em discussão um modelo mecanicista para a sarcomerogênese induzida por estiramento. Neste, o alongamento muscular crônico é caracterizado por uma variável interna, o número de sarcômeros em série. Um estudo que busca entender o alongamento elástico e inelástico, macroscópico e microscópico e ao comprimento do sarcômero.

Na escala microscópica, o tensionamento muscular crônico vai além do limite fisiológico de criar grandes comprimentos de sarcômero. Por sua vez, induzem a deposição de sarcômeros em série. O aumento resultante provoca uma restauração crônica do comprimento inicial do sarcômero.

Na escala macroscópica, a deposição de sarcômeros em série induz uma redução crônica do trecho elástico. Isso reduzirá, gradualmente, a tensão passiva. Um fenômeno semelhante ao relaxamento da tensão clássica.

No modelo proposto se sugere que o alongamento gradual é menos invasivo do que um único processo de estiramento.

O objetivo final seria maximizar o crescimento muscular induzido pelo estiramento. Fazer com que o músculo permaneça sempre dentro de uma gama de funcionamento fisiologicamente razoável. Cronicamente, o modelo aqui apresentado poderia servir como uma ferramenta de escolha para prever a adaptação do músculo a longo prazo.

O que fica claro é que as adaptações estruturais que se instalam no sistema músculo-esquelético não se darão de forma imediata.

Os únicos efeitos que podem, de forma clara e objetiva, se darem nas manobras de “alongamento” são aquelas relacionadas à diminuição do tônus.

Essa diminuição pode ser obtida através do Conceito SIN pela interpretação dos sinais de hipertonicidade oriundas do sistema gastrointestinal, estomatognático, visual dentre outros.

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